terça-feira, 8 de março de 2011

pt 2.

Eu não quero estar mais só do que já estou, e nem ao menos quero passar minha dor aos que estão próximos a mim. Então eu guardo tudo isso, como eu sei muito bem fazer, e abro o maior dos sorrisos.

Meus amigos, não se zanguem com isso, estou prezando por vocês. Me sinto mais segura no posto da que escuta e aconselha do que ao contrário. E se eu o fizer... posso desabar. Isso eu não posso. Porque o que eu mais necessito agora, de mim, é força. Eu preciso ser forte, e nesse momento, nesse momento... eu não acho que seja melhor pedir para alguém me dar uma mão.

Eu tenho que me reconstruir por dentro, e esse é um processo lento, creio eu, barulhento e cheio de consertos, cheio de rebeliões. Há uma guerra em mim.

E a verdade é que eu não quero ferir mais ninguém.

Por isso, essa idéia preenche, talvez não de forma completa, a vontade de desabafar e sentir suas mãos calorosas afagando meus ombros.

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