Eu faço o que posso, podem me cobrar rios e mundos, mas eu sei que faço o que posso. E às vezes deixo de dormir pensando que poderia ter feito mais, talvez ali naquele instante eu poderia, mas antes não. Eu oscilo mais do que qualquer navio entre tempestades e calmarias. Meu estado varia também, a minha força. Agora estou sensível. Estou sensível há meses. E sinceramente eu queria poder cortar isso um pouco, aparar alguns galhos que fogem de mim. Mas o mundo não está em minhas mãos, e o que eu sinto também não, nem como sinto, eu sei disso...
Ontem sonhei com muito sangue em um quarto conhecido, transfusão de sangue para uma pessoa que foi muito importante para mim, injustiça, maldade, e a lembrança que a situação continua mal resolvida. Acordei assustada, e com medo, muito medo. Esse foi bem o último sentimento mais forte que senti por essa pessoa, quanto horror....
A vida é bela, mesmo sendo um show de horrores. Eu sei, eu sei. É uma pena eu saber, é uma pena eu ter tantos olhos em um só? Nesse exato momento, eu acho que é, mas cá entre nós, daqui a uma hora posso já não achar mais. Eu sou uma montanha russa.
Tenho interpretado tudo com emoções, estou um poço delas, transbordando. Ora sim, ora não. "Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante". Amanhã posso ser a Amanda que quer aproveitar a vida, ou a que quer esquecer do mundo, ou a que quer aprender um pouco de tudo... Eu sou tantas, mas eu sou uma só.
Fantasmas, peço um momento de paz. Depois podem voltar com toda força, que eu prometo lutar com todos os meus artifícios.
Espero pelo amanhã e faço o possível para tornar o hoje melhor do que poderia ser. Eu faço o que posso, eu faço o que posso, eu já te disse isso tantas vezes, vê se me entende uma vez na sua vida.