Vejo pequenas fagulhas quase a morrer na lareira que há pouco aquecia a minha pele em ondas.
Meus olhos se entristecem. E me pergunto: por que?
Tem tantas respostas... Ou talvez nenhuma que responda corretamente. Ou talvez seja só uma fase.
Por que?
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Agosto de frio, e cinza, muito cinza.
Meus olhos se perdem nas preocupações.
Não há mais nada, meu Deus, além da necessidade de seguir em frente? O ser humano é só carne, alma, sentimento e isso, o seguir em frente? O mundo não nos deixa parar, nem descansar os olhos, só se descansa os olhos na morte! E nem sabemos quando ela chega, oh...
Poucas são as horas que agora me restam para admirar um belo pôr do sol, ou contar estrelas. Além do mais, o céu aqui está sempre nublado. Eu e minha repulsa do cinza; que pelo menos o céu nublado fosse branco cristal, ou azul violeta! Até o nublado de nuvens violentas e cheias de chuva é mais bonito.
Meu corpo parece que vai desistir de mim, às vezes. Desmonto na cama que nem boneca e nem penso, só durmo. Porque às vezes pensar traz tristeza, então é melhor me poupar e ter sono tranquilo. E esse céu cinza, meu Deus, só me lembra tristeza. Além desse frio sem ter um certo corpo para me aquecer... Ah, e esse vapor que foge da minha boca quando falo parece materialização dela, também, assim como esse céu idiota.
Certas horas me pego em estado de desespero; lágrimas ameaçam e torcem minha garganta, me sobe uma vontade de correr naquela chuva fria e sentir todos aqueles pingos grossos e gelados castigando minha pele, lavando a alma de seus pecados, da raiva, da angústia, do medo... E depois, tremendo de frio, me agasalhar embaixo de alguma árvore bem cheia de folhas, como aquelas que adoro. Odeio frio, assim como odeio esse céu cinza, mas já que estou nesse céu de tristeza, nesse inferno de céu impiedoso, que eu me mate logo de frio também. Melhor do que ficar em uma montanha-russa de sol quentinho, acolhedor, e céu sem graça e frio.
Estou com tantas dúvidas, incertezas e até medo, que até combinam com esse clima. Tudo de ruim de uma vez só.
Chega, ficar pensando nisso só piora as coisas. Mas como não pensar?
Tenho dito para mim mesma quase todos os dias que como ser humano devo seguir em frente também, fazendo o que eu puder fazer, como puder. E até que estou conseguindo! Evoluí quanto ao desespero subir a cabeça, tenho me controlado bem, ao menos quanto a isso, às vezes... E se não der, bem, não deu... Ou tenta de novo ou... não.
Meu otimismo tá meio morto, mas que um solzinho apareça, em todos os sentidos.
Não há mais nada, meu Deus, além da necessidade de seguir em frente? O ser humano é só carne, alma, sentimento e isso, o seguir em frente? O mundo não nos deixa parar, nem descansar os olhos, só se descansa os olhos na morte! E nem sabemos quando ela chega, oh...
Poucas são as horas que agora me restam para admirar um belo pôr do sol, ou contar estrelas. Além do mais, o céu aqui está sempre nublado. Eu e minha repulsa do cinza; que pelo menos o céu nublado fosse branco cristal, ou azul violeta! Até o nublado de nuvens violentas e cheias de chuva é mais bonito.
Meu corpo parece que vai desistir de mim, às vezes. Desmonto na cama que nem boneca e nem penso, só durmo. Porque às vezes pensar traz tristeza, então é melhor me poupar e ter sono tranquilo. E esse céu cinza, meu Deus, só me lembra tristeza. Além desse frio sem ter um certo corpo para me aquecer... Ah, e esse vapor que foge da minha boca quando falo parece materialização dela, também, assim como esse céu idiota.
Certas horas me pego em estado de desespero; lágrimas ameaçam e torcem minha garganta, me sobe uma vontade de correr naquela chuva fria e sentir todos aqueles pingos grossos e gelados castigando minha pele, lavando a alma de seus pecados, da raiva, da angústia, do medo... E depois, tremendo de frio, me agasalhar embaixo de alguma árvore bem cheia de folhas, como aquelas que adoro. Odeio frio, assim como odeio esse céu cinza, mas já que estou nesse céu de tristeza, nesse inferno de céu impiedoso, que eu me mate logo de frio também. Melhor do que ficar em uma montanha-russa de sol quentinho, acolhedor, e céu sem graça e frio.
Estou com tantas dúvidas, incertezas e até medo, que até combinam com esse clima. Tudo de ruim de uma vez só.
Chega, ficar pensando nisso só piora as coisas. Mas como não pensar?
Tenho dito para mim mesma quase todos os dias que como ser humano devo seguir em frente também, fazendo o que eu puder fazer, como puder. E até que estou conseguindo! Evoluí quanto ao desespero subir a cabeça, tenho me controlado bem, ao menos quanto a isso, às vezes... E se não der, bem, não deu... Ou tenta de novo ou... não.
Meu otimismo tá meio morto, mas que um solzinho apareça, em todos os sentidos.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
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