segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

2011 e Eu

Meu corpo pesa. Vem o vento e carrega minha alma, ah! Que alívio, a natureza ainda me conforta e ameniza as consequências do meu dia corrido.

Bilhões de pensamentos assaltam minha mente, fogos de artifícios feitos de idéias explodem nas mais inusitadas horas e me vejo de repente em um palco de ora romance, ora descobertas, ora mistério. Tiro néctar de tudo que vejo e monto meu próprio salão de baile em minha imaginação fértil. Troco sorrisos, olhares, ensaio em meu mundo os passos de um caminhar futuro.

Quando era mais nova prometi ao meu primo nunca deixar de ser criança assim como ele me prometeu também. E não nego não, que essa minha parte de inventar, ensaiar, saltitar e ser alegríssima eu ainda mantenho firme comigo.

Não sei dançar mas sou bailarina ao vento, me movendo e balançando meus quadris de acordo com a música da liberdade que toca em um som inaudível! Com meu vestido de água e sal eu me sinto deusa, mesmo com esse corpinho de menina-moça. E se olhos me observam eu logo me recolho com minhas pétalas tímidas de flor; não aprendi a me exibir. A cada novo olhar que repousa e repara em mim, é um desafio para minhas pernas de boneca, andar sem tropeçar! É tudo tão mais difícil com esses olhos de avaliação me seguindo!

Poucos percebem mas, gosto de fingir que não ligo, gosto de fingir que não vi. O que eu achar, normalmente guardo para mim, não sou mais um livro aberto. Se pergunta se eu me importo? Talvez não, mas provavelmente mais do que imagina. E por mais que eu não costume demonstrar, eu me preocupo com quem gosto, com quem amo, e até com quem só parece que precisa de ajuda.

Eu não acredito no impossível. E eu acredito que seja possível para mim ajudar o quanto eu puder. Assim como também acredito que as coisas darão certo. Quero viver o bastante para ver isso acontecer.

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