O que todos tanto se perguntam, eu tenho uma resposta simples: há paixão sem amor, e não há amor sem paixão. Como se a paixão fosse um início de um apego, um simples gostar mais fundo, que, com o tempo, ou com qualquer outra medida incerta de delta T, floresce, como flores em um mundo aonde não há primavera, atípicas, fora do comum...
Não sei por que o amor surge. Também não sei como...
Tempo passa, é até esquecido que está passando, ou quanto, ou como, passou. Amor não. Amor cria raízes e vai dominando toda a criatura. Amor é um perigo, e uma benção tão valiosa de se receber... Perigo porque quando se respira alguém, bem, o tempo tira as pessoas de nós. Perigo... E eu não quero estar aqui para sentir isso em mim.
Idolatro os imortais, não por nada em especial, mas por aquilo que lhes sobra pelos séculos : Vida, Imortalidade. Eu, como tão sonhadora que sou, vejo em vampiros não a carnificina ou maldade, mas um dom que eu tanto queria: poder ser imortal, poder tornar alguém imortal. E inúmeros sonhos e desejos me passam na cabeça com essa fantasia de realidade.
Eu sei que não existe, mas é bom sonhar, não é?
É sim. E mesmo sem beijo de vampiro ou imortalidade, eu queria poder conservar em meu corpo todo o meu amor, essa essência linda. Mas aí eu penso, e quem disse que o amor se marca no corpo? Sim, eu acredito em alma.
(Alterado....)
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