domingo, 10 de maio de 2009

Clarão

Ele sorriu para mim, e o mundo virou um clarão.

Tudo ganhou forma, cor. Meus sentidos acordaram. Eu sentia meu peito, numa batida insistente, eu escutava, os meus suspiros bobos. Cada ação tinha um significado, não era apenas uma ação, não era um nada. Do vazio eu senti o perfume das flores, inevitável, inegável, estava ali. Eu senti, eu sinto.

E num compasso corrido, o tempo esqueceu de me avisar que estava passando.

Oi amor, eu passei quinze anos te esperando. Oi amor, aqui amor, aqui!

Eu o encontrei, e ele me encontrou. Como duas criaturas da mesma espécie, que por motivos que desconhecem, têm uma afinidade inicial sem motivo. Como dois animais, de mesmo cheiro. Sem razão aparente, um se torna a razão, do outro. E então, descobrem que nasceu ali, o amor. O Amor! .

(Retirado do Flog)

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