sexta-feira, 1 de maio de 2009

E quem vai dizer que não existe razão...

E quem vai dizer, que o tempo vai me tirar de mim?

E quem vai dizer, que eu não posso me unificar ao som?

E se o dançar da minha saia, me torna flor, quem irá dizer que eu não sou pura?

Beijo de prata, luz do luar. Mãos, e pernas, e corpos, em um só. Riso que escapa, risada de sino. Olhos que se perdem no ar, olhar que se choca com outro olhar.

Distância de sabão, maldita que me faz escorregar enquanto eu tento andar direito. Bolhas de ar, que escapam, me deixa.. me deixa te respirar.

Perfume, cheirinho da pele! Suspiro.

Deixa eu te contar,que todas as noites, passam tantas coisas na minha cabeça. Mas tantas! coisas, que se eu fosse jogá-las em um papel, em letrinhas juntinhas formando palavras exatas, poderia até me embolar, no bolo de idéias pregadas, umas nas outras.

Deixa eu te contar, de novo, que de noite é no seu ouvido que eu vou desabafar tudo que o meu coração me conta, tudo que a minha mente descobre.

Deixa eu me alimentar, do seu cansaço, hoje, deita aqui no meu colo, se enrosca em mim, que eu te faço dormir.

E quem vai dizer que eu não posso ser mais?

Olhar coral, praia de sol, batom, chocolate. Sonho.

Lua de prata, beijo de luz.

(Retirado do Flog)

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