Dois olhos calmos, e tristes. Não era outro ser que pedia socorro, era eu. Socorro no riso fingido e socorro no silêncio gritante. E na claridade que eu estava, você me viu, nua, crua, transparente, com toda mágoa guardada no corpo.
Ele não deu um passo, continuava ali, totalmente coberto, apenas o brilho dos olhos eu conseguia enxergar. E confiei naqueles olhos. E, sutilmente, pedi a mão dele. Só para segurar a minha, sentir o toque, só, só um pouquinho. Mentira. Eu queria ver mais que os olhos, e queria cheirar a alma, beijar a alma..
(Alterado e retirado do Flog)
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