terça-feira, 7 de abril de 2009

Sete





Mar de papel espalhado, palavras grifadas. Sensação de onda que bate e nos empurra, e logo nos puxa. Cálculos, 6, 7 e 9.

Corpo pesado, mente viva.

Foi bom eu ter adormecido, agora que acordei eu sei para onde olhar. Eu sei para onde ir.

Há um verde que nunca floresce aqui, que nunca faria parte do cenário do Rio.

Há um riso que não me abandona.

.

"Felicidade não se pede, quando menos se espera ela cola em você. E então você se apaixona por ela, e tem medo dela ir embora - medo de quem a trouxe ir embora, daí você fecha os olhos de noite e pede para nada se desfazer, nem no dia seguinte, nem nos seus últimos anos. Pede para não perder a felicidade e nem o dono dela. Felicidade não pede lugar, ela chega e pronto, fica. ! O amor também, mas ele é mais intenso, e às vezes ele machuca - machuca mais pelo mundo do que pelo ser amado, pois quem amamos nunca há de nos fazer mal, e esse peito aqui tudo perdoa. Porque a necessidade de dar amor é maior do que a capacidade de segurar rancor - rancor esse que é, inegavelmente, momentâneo. "

Sorvete que dança, na taça, e se derrete em um mel cremoso.


sorvete
dança
na taça
e se
derrete
em um
mel.

Felicidade que dança na alma e escorre para os olhos, e lábios. ! ;D

(Retirado do Flog)

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