Pausa ali, um instante, pequena inquieta! , lhe gritam outros seres, e ela ri, gozando da própria leveza, pintando quadros com seus tons pastéis.
Ela flutua, e engana os rivais.
E então, passos rudes de criança voraz, palmas no ar. O mundo se fecha em um amasso de asas, pó escorrendo, estilhaço de cores.
Abre as mãos, criança. Pequena dançarina esmagada! E o menino a joga ao vento, dizendo, dance, dance, pequenina!
Já não se faz arcos, e a pintura está borrada. E ela cai, leve como uma folha, dançando agora apenas com o seu pó, no ar. E o corpo escorrega e se prega ao chão, sem vida, sem nada, é cor pisada ao chão.
E os olhos inocentes da criança rasgam a cena rude, das mãos. Um olhar marejado. Uma lágrima idiota cai, salgada e cristalina, espatifando-se na asa morta, é um pedido desculpa, da delicada alma, expressado pelo rude corpo humano.
Está tudo bem, criança, ela ainda tem cor. Só não tem vida.
(Retirado do Flog)
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